Ex-sócio de Flávio Bolsonaro Revela Tratativas com Kassio Nunes e Presente de Luxo de Amigo: Entenda o Caso
Ex-sócio de Flávio Bolsonaro detalha supostas tratativas com ministro do STF e presente de luxo
Uma disputa empresarial entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seu ex-sócio, Alexandre Ferreira Dias Santini, veio à tona com revelações surpreendentes. Santini detém mensagens e documentos que apontam para supostas negociações envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal, Kassio Nunes Marques, e a aquisição de um relógio de luxo.
O conflito, que começou com uma parceria comercial no início dos anos 2000, escalou para uma cobrança de R$ 1,4 milhão e agora expõe episódios delicados da vida pessoal e empresarial do senador. As informações foram divulgadas pelo site PlatôBR e compilam conversas, áudios e fotografias.
O material guardado por Santini indica que Flávio Bolsonaro estaria envolvido em intermediações de processos no STF e que despesas de luxo foram pagas por pessoas próximas ao parlamentar. A história detalha desde desentendimentos sobre o encerramento de uma empresa até revelações sobre presentes caros, como um Rolex. Conforme apurado, o acordo entre os dois foi selado após uma reunião no gabinete do senador no fim de 2023, encerrando as cobranças públicas e litígios.
Supostas tratativas com ministro do STF e alerta de Santini
Em mensagens enviadas a Flávio Bolsonaro no final de 2023, Alexandre Santini afirmou ter conhecimento de conversas onde o senador teria intermediado um cliente em um processo no Supremo Tribunal Federal junto ao ministro Kassio Nunes Marques. “Você falou diretamente com o Kassio Nunes e intermediou um cliente em um processo para tratarem disso. Você é maluco ou inconsequente!”, escreveu Santini, alertando sobre a exposição de Flávio.
A resposta do senador foi um convite para uma reunião em seu gabinete no dia seguinte. Conforme o relato, esse encontro resultou em um acordo que pôs fim às cobranças e litígios entre os ex-sócios.
Da sociedade à cobrança milionária: o fim da parceria
A parceria entre Flávio Bolsonaro e Alexandre Santini iniciou-se no começo dos anos 2000 com uma unidade da Kopenhagen no BarraShopping, Rio de Janeiro. A relação empresarial se desfez após as eleições de 2022, motivada por divergências sobre o encerramento da Bolsotini Chocolates e Café Ltda. Santini, então, passou a cobrar um acerto de contas de R$ 1,4 milhão do senador.
Durante o período de maior tensão, parte do conteúdo reunido por Santini foi compartilhado com Fernanda Bolsonaro, esposa do senador. As mensagens incluíam detalhes sobre encontros e festas privadas, além de combinações para hospedagem em hotéis de luxo no Rio de Janeiro, com diárias que chegavam a R$ 3 mil.
Flávio Bolsonaro reagiu às informações, pedindo que o ex-sócio se afastasse de sua família e expressando arrependimento por escolhas passadas. “Não sei o que você está ganhando querendo destruir meu casamento e minha família, mas saiba que Deus te usou para me fazer um pai, um marido e uma pessoa melhor”, declarou o senador em uma das mensagens.
O Rolex de R$ 305 mil e despesas pagas por amigo
O acervo de Alexandre Santini também contém registros de benefícios e despesas atribuídos a pessoas próximas a Flávio Bolsonaro. Um dos nomes citados é o advogado Alan Belaciano, amigo do senador. Segundo o material, equipamentos para a academia residencial de Flávio em Brasília, com valor superior a R$ 90 mil, teriam sido pagos por Belaciano.
Um **Rolex Submariner Date**, feito em ouro branco, também figura nos registros. O relógio, comprado em uma loja de Brasília por R$ 305 mil em fevereiro de 2022, teria sido registrado em nome de Belaciano, embora fosse destinado a Flávio. O senador já havia mencionado que os equipamentos de ginástica foram adquiridos via um “empréstimo pessoal” de um amigo e classificou acusações de chantagem como “infundadas”.
Queiroz, Wassef e o desfecho do conflito
Fabrício Queiroz e Frederick Wassef também aparecem nas conversas. Após a anulação de investigações no Rio de Janeiro, Wassef enviou uma mensagem a Santini reclamando da falta de reconhecimento por sua atuação jurídica, citando um habeas corpus de sua autoria no STF que teria anulado relatórios de inteligência financeira e atos do Coaf.
O conflito entre Flávio Bolsonaro e Alexandre Santini foi superado após a reunião no gabinete do senador. O acordo firmado encerrou a disputa financeira e os episódios que marcaram o rompimento da sociedade. Atualmente, Santini demonstra apoio político a Flávio Bolsonaro nas redes sociais.
