Prefeitura de Bayeux se manifesta sobre operação e critica uso político

Prefeitura de Bayeux se manifesta sobre operação e critica uso político

A Prefeitura de Bayeux divulgou uma nota oficial após a secretária municipal de Assistência Social e Segurança Alimentar, Ivoneide de Araújo Silva, ser citada no âmbito das investigações da Operação Feudo. A gestão informou ter recebido o caso com serenidade, ressaltando confiança nas instituições de apuração e criticando a utilização do episódio com finalidade política.

A administração enfatizou que qualquer procedimento investigatório deve respeitar os princípios do contraditório, da ampla defesa e da presunção de inocência. Segundo a gestão municipal, é necessário repudiar o julgamento antecipado de pessoas e órgãos públicos antes do término das apurações.

Posicionamento da gestão sobre as investigações

No comunicado emitido pela administração pública de Bayeux, ressaltou-se o repúdio ao uso de informações não concluídas para atingir a imagem da gestão e dos servidores envolvidos.

“A Prefeitura também repudia qualquer tentativa de utilização de um fato dessa natureza com viés político, especialmente quando informações ainda estão sob apuração são utilizadas para promover julgamentos antecipados ou atingir pessoas e a própria administração municipal”

A prefeitura reiterou que segue à disposição para colaborar com o trabalho das autoridades responsáveis de forma imparcial e transparente.

Detalhes e alvos da Operação Feudo

A Operação Feudo foi deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba — por meio da 4ª Delegacia Seccional (4ª DSPC), UNINTELPOL e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) — em ação integrada com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB).

O objetivo principal da ação é desarticular uma organização criminosa responsável por expelir violentamente mais de 250 famílias de suas residências no município de Bayeux, localizado na Região Metropolitana de João Pessoa.

As investigações apontam que o grupo agia por meio de ameaças e violência armada para tomar o controle dos imóveis. Principais pontos identificados pela operação:

  • Mandados judiciais: Cumprimento de 21 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão na Região Metropolitana de João Pessoa.
  • Apropriação de bens: Invasão de casas e roubo ou venda dos objetos deixados pelas famílias expulsas.
  • Práticas ilícitas: Agiotagem com tomada ilegal de propriedades, extorsão, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro por transferências bancárias.

O foco das autoridades policiais e do Ministério Público da Paraíba permanece em desestruturar a parte financeira da organização e garantir a restituição das propriedades às famílias afetadas.

Francisco Araújo

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