Paraíba soma 334,6 mil pessoas com deficiência e ocupa a 7ª posição no país, aponta IBGE

Paraíba soma 334,6 mil pessoas com deficiência e ocupa a 7ª posição no país, aponta IBGE

A Paraíba registra 334,6 mil pessoas com deficiência, o que representa 8,6% da população do estado. Com esse percentual, a unidade federativa ocupa a 7ª posição entre os estados brasileiros, alinhando-se à média do Nordeste, região que apresenta a maior proporção do país.

Os dados constam na publicação Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo reúne informações do Censo Demográfico 2022, da Pesquisa Urbanística do Entorno dos Domicílios, da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) e do Censo Escolar.

Definição legal e distribuição por sexo

A classificação utilizada pelo IBGE ampara-se na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015). O texto legal estabelece que pessoa com deficiência é aquela que possui impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual pode obstruir sua participação plena na sociedade ao interagir com barreiras.

No recorte de gênero na Paraíba, as mulheres representam a maioria do grupo, somando 57,5% do total (192,4 mil pessoas). Os homens correspondem a 42,5% da população com deficiência no estado (142,2 mil pessoas).

Desigualdades por cor ou raça e idade

Na divisão por cor ou raça, a maioria absoluta declarou-se parda (173,1 mil pessoas, ou 51,7%), seguida por pessoas brancas (124,7 mil, ou 37,3%), pretas (33,4 mil, ou 10,0%), indígenas (2,8 mil, ou 0,8%) e amarelas (509 pessoas, ou 0,2%).

Ao analisar a proporção de pessoas com deficiência dentro de cada grupo étnico-racial na Paraíba, identificam-se variações expressivas:

  • Indígenas: 11,1% de prevalência (superior à média do Nordeste de 9,4% e nacional de 6,6%).
  • Pretos: 10,5% de prevalência (acima da média regional de 9,9% e nacional de 8,6%).
  • Amarelos: 9,7% de prevalência (abaixo do Nordeste com 10,7% e acima do Brasil com 6,6%).
  • Brancos: 9,1% de prevalência (igual ao Nordeste e superior à média nacional de 7,1%).
  • Pardos: 8,0% de prevalência (próximo ao Nordeste com 8,1% e superior ao Brasil com 7,2%).

A incidência de deficiência também apresenta avanço contínuo conforme o aumento da faixa etária. Entre crianças de 2 a 9 anos, o índice é de 2,14%, subindo para 3,37% na faixa de 10 a 17 anos e para 3,87% entre 18 e 29 anos.

O indicador alcança 4,32% dos adultos de 30 a 39 anos e chega a 10,10% entre 40 e 59 anos. O maior índice ocorre na população idosa: entre pessoas com 60 anos ou mais, 24,56% possuem alguma deficiência, taxa superior à média nacional para este grupo (20,29%).

Tipos de dificuldades funcionais na Paraíba

Entre os tipos de limitações investigadas pelo IBGE, a dificuldade para enxergar é a mais frequente na Paraíba, afetando cerca de 178 mil pessoas, mesmo com o uso de óculos ou lentes corretivas.

A limitação para andar ou subir degraus aparece em segundo lugar, atingindo 124,3 mil pessoas no estado. Dificuldades em funções mentais — que comprometem a comunicação, cuidados pessoais, trabalho ou estudo — somam 64,4 mil ocorrências.

Problemas de destreza manual afetam aproximadamente 63 mil moradores, enquanto a dificuldade auditiva alcança 56,6 mil pessoas. O IBGE pontua que a soma dos tipos de limitação ultrapassa o número total de pessoas com deficiência porque um mesmo indivíduo pode apresentar mais de uma limitação simultaneamente.

Francisco Araújo

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