Açude Velho em Campina Grande: Mau Cheiro e Água Turva Preocupam Moradores; Prefeitura Explica Fenômeno Ambiental
Açude Velho em Campina Grande: Mau Cheiro e Água Turva Preocupam Moradores; Prefeitura Explica Fenômeno Ambiental
Alterações preocupantes na coloração da água, um odor desagradável e a aparição de peixes mortos têm gerado apreensão entre os moradores e frequentadores do Açude Velho, um dos cartões-postais mais importantes de Campina Grande, na Paraíba. A situação, que ganhou repercussão nas redes sociais, motivou um pronunciamento oficial da prefeitura.
A gestão municipal atribuiu as mudanças a um fenômeno ambiental conhecido como eutrofização. Segundo a prefeitura, este processo é recorrente em determinadas épocas do ano, especialmente quando as temperaturas estão elevadas, a movimentação da água é reduzida e há pouca incidência de chuvas, fatores que contribuem para o desequilíbrio.
Conforme a nota divulgada pela prefeitura, a eutrofização ocorre pelo acúmulo excessivo de nutrientes, como nitrogênio e fósforo, no reservatório. Esse excesso favorece o crescimento descontrolado de algas e micro-organismos. A decomposição desses elementos consome o oxigênio da água, impactando a vida aquática e resultando nas alterações visíveis, como a mudança na cor, o mau cheiro e a mortandade de peixes.
Projeto de Recuperação Previsto para 2026
Diante do cenário, a administração municipal informou que um projeto de recuperação do Açude Velho está em fase de planejamento estratégico. Atualmente, estão sendo realizados levantamentos técnicos e a elaboração dos projetos necessários para a licitação das obras.
A expectativa é que as intervenções estruturantes para revitalizar o Açude Velho tenham início no primeiro semestre de 2026. Enquanto as ações de maior porte não começam, a Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma) mantém atividades contínuas no local.
Monitoramento e Fiscalização Contínuos
As ações da Sesuma incluem o monitoramento ambiental constante do reservatório. Além disso, a secretaria realiza a fiscalização para coibir o despejo irregular de efluentes, que podem agravar a eutrofização.
A limpeza periódica do açude também faz parte das atividades. Esses trabalhos visam remover resíduos sólidos, materiais flutuantes, folhas, animais mortos e outros elementos que possam comprometer a qualidade da água e o equilíbrio ambiental do Açude Velho.
