Julgamento de Edvaldo Neto adiado: Defesa busca retorno à prefeitura, mas MP acusa ‘narcoestado’

Julgamento de Edvaldo Neto adiado: Defesa busca retorno à prefeitura, mas MP acusa
‘narcoestado’

Julgamento de Edvaldo Neto adiado após pedido de vista; maioria negou
pedido da defesa

O Tribunal de Justiça da Paraíba adiou o julgamento do recurso que poderia definir o retorno de Edvaldo Neto, prefeito afastado de Cabedelo, ao cargo. A decisão foi suspensa após um pedido de vista de um dos
desembargadores, com a maioria dos magistrados já tendo se posicionado contra os
argumentos da defesa.

A defesa de Edvaldo Neto, representada pelo ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, buscou anular a medida de busca e apreensão contra o prefeito e transferir o caso para a Justiça Eleitoral. O objetivo era viabilizar o retorno imediato de Edvaldo Neto à
prefeitura.

No entanto, o Ministério Público da Paraíba, através do subprocurador-geral Luis Nicomedes, contestou veementemente os pedidos, classificando-os como manobras protelatórias. Conforme divulgado pelo WSCOM, o MP argumentou que a tentativa de levar o caso para a Justiça Eleitoral seria “fechar os olhos para a gravidade do caso”.

MP acusa tentativa de instalação de “narcoestado” em Cabedelo

O subprocurador Luis Nicomedes foi enfático ao descrever a situação em Cabedelo. Ele afirmou que a tese da defesa de Edvaldo Neto tem caráter protelatório, funcionando como uma “cortina de fumaça” para esconder a realidade. A investigação, segundo o MP, transcende uma simples disputa eleitoral.

“O que se investiga é a tentativa de instalação de um narcoestado travestido de prefeitura”, declarou Nicomedes. Ele acrescentou que a ascensão de Edvaldo Neto ao cargo representou a consolidação estratégica de um grupo criminoso para garantir o fluxo de capitais ilícitos para a facção.

Segundo o Ministério Público, a “materialidade do delito é viva e operante”. A acusação sugere que a eleição de Edvaldo Neto foi orquestrada para facilitar as operações de um grupo criminoso.

Relator rejeita pedidos da defesa, mas julgamento é suspenso

O relator do processo, desembargador Ricardo Vital de Almeida, inicialmente rejeitou os pedidos apresentados pela defesa de Edvaldo Neto. Seu voto foi seguido pela maioria dos desembargadores presentes, incluindo Oswaldo Trigueiro, Anna Carla Lopes, João Batista Barbosa, Tília Neves e Wolfram da Cunha Ramos.

Apesar da posição majoritária contrária aos argumentos da defesa, o julgamento foi interrompido. O desembargador Aluízio Bezerra solicitou um pedido de vista, o que suspendeu a continuidade da análise do recurso e adiou a definição sobre o retorno do prefeito afastado.

Próximos passos e o futuro de Edvaldo Neto na prefeitura

Com o adiamento, o caso de Edvaldo Neto segue sem uma resolução definitiva. A expectativa agora se volta para a análise do desembargador Aluízio Bezerra e a retomada do julgamento no Tribunal de Justiça da Paraíba.

A decisão final poderá impactar significativamente a administração de Cabedelo, que se encontra sob o comando de um prefeito afastado em meio a graves acusações envolvendo crime organizado e gestão pública.

GTavares

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