Operação Purgatório afasta prefeito de Caaporã por 180 dias e investiga desvio superior a R$ 2 milhões em suposto esquema
Determinação judicial afasta prefeito de Caaporã por 180 dias enquanto investigações prosseguem sobre suposto esquema de fraude e desvio de verbas públicas
O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) determinou nesta quinta-feira (20) o afastamento por 180 dias do prefeito de Caaporã, Francisco Nazário de Oliveira, filiado ao União Brasil, em decorrência da Operação Purgatório. A medida judicial é parte de apurações sobre um suposto esquema instalado na administração municipal que teria causado um prejuízo superior a R$ 2 milhões, conforme revelado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pela Polícia Civil.
As investigações detalham indícios de diversas irregularidades, incluindo fraudes em contratações públicas e dispensas ilegais de licitação. O foco principal dessas suspeitas recai sobre a prestação de serviços de coleta de resíduos sólidos. Adicionalmente, a operação apura possíveis crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro, todos eles vinculados aos valores supostamente desviados.
A Operação Purgatório é resultado de um trabalho conjunto entre o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e a Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (CCRIMP), ambos do MPPB, em colaboração estreita com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) da Polícia Civil. Um total de doze pessoas estão sob investigação neste processo. Além do afastamento do prefeito Francisco Nazário, a justiça autorizou a execução de mandados de busca e apreensão em diversos endereços localizados nos estados da Paraíba e de Pernambuco. O TJPB também decretou o sequestro de bens e valores dos investigados, até o limite do prejuízo financeiro calculado.
