Usuárias do plano Hapvida reclamam de procedimento em exame citológico e dificuldade para realizar exames laboratoriais em João Pessoa
Usuárias do plano de saúde Hapvida têm relatado insatisfação com a realização de exames citológicos, como o Papanicolau, na Policlínica Ariano Suassuna, em João Pessoa.
As queixas envolvem principalmente a obrigação de transportar o material coletado até o laboratório da própria operadora, além da centralização da coleta de sangue em apenas uma unidade da capital.
Transporte do material após exame citológico
De acordo com relatos, após a coleta do exame citológico na Policlínica Ariano Suassuna, as pacientes são orientadas a levar pessoalmente a lâmina até o laboratório da Hapvida, responsável pela análise.
A distância entre a policlínica e o laboratório é de aproximadamente 100 a 300 metros, e muitos pacientes fazem o trajeto a pé, logo após o procedimento.
Apesar de curta, usuárias afirmam que a prática causa desconforto e insegurança, principalmente por ocorrer após um exame íntimo.
As pacientes destacam que o problema não é apenas o deslocamento, mas o fato de que o envio do material não é realizado pela própria unidade de saúde, como ocorre em outros serviços médicos.
“Mesmo sendo perto, a gente sai de um exame íntimo e já tem que ir andando com o material na mão. Isso não deveria ser responsabilidade do paciente”, relatou uma usuária.
Falta de informação prévia
Outro ponto levantado pelas usuárias é a ausência de informação clara antes da realização do exame. Muitas afirmam que só são avisadas sobre a necessidade de levar o material ao laboratório após a coleta, o que gera surpresa e frustração.
Coleta de sangue concentrada na Epitácio Pessoa
Além das reclamações sobre o exame citológico, usuários do plano Hapvida também apontam dificuldades para realizar exames laboratoriais de sangue.
Segundo os relatos, a coleta está centralizada exclusivamente na unidade da Avenida Epitácio Pessoa.
Pacientes afirmam que não existem pontos de coleta distribuídos nos bairros, o que dificulta o acesso, principalmente para quem mora longe da região central, idosos, pessoas com mobilidade reduzida e usuários que dependem de transporte público.
A situação se torna ainda mais difícil para exames que exigem jejum, já que muitos pacientes precisam se deslocar por longas distâncias logo nas primeiras horas do dia.
“Tudo é na Epitácio Pessoa. Quem mora nos bairros mais afastados sofre para fazer um exame simples de sangue”, afirmou outra usuária.
Expectativa dos usuários
Usuárias esperam que o plano de saúde e as unidades credenciadas adotem medidas para facilitar o acesso aos exames, como a integração logística entre clínicas e laboratórios e a descentralização dos pontos de coleta.
Até o momento, não houve posicionamento público da Hapvida sobre as reclamações relatadas pelos pacientes.
