Paraíba em alerta: chuvas históricas de 2026 desafiam o asfalto, exigindo intervenções massivas do DER-PB e mudança estratégica para recuperação definitiva das estradas estaduais em meio a desafios climáticos sem precedentes

Paraíba em alerta: chuvas históricas de 2026 desafiam o asfalto, exigindo intervenções massivas do DER-PB e mudança estratégica para recuperação definitiva das estradas estaduais em meio a desafios climáticos sem precedentes

Desafios sem precedentes com um volume hídrico excepcional em 2026 obrigam o Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba a acelerar frentes de trabalho

O Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER-PB) deflagrou uma intensa campanha de manutenção na malha rodoviária estadual, com o início das atividades em agosto. O esforço concentra-se em garantir a trafegabilidade de dezenas de estradas, priorizando os corredores estratégicos localizados no Vale do Mamanguape e no Brejo paraibano, conforme divulgado pelo Paraíba Já.

Os serviços em andamento abrangem uma gama variada de intervenções. Entre as ações, estão as operações de tapa-buracos e remendo profundo, o roço mecanizado das margens das vias, a recuperação de sistemas de drenagem, a instalação de lombadas e o controle de erosões.

Rotas estratégicas em foco na Paraíba

Atualmente, diversas vias estaduais recebem atenção contínua das equipes. A lista de trechos onde as operações são contínuas inclui:

  • PB-057: Mamanguape – Itapororoca – Araçagi – Guarabira
  • PB-075: Guarabira – Cuitegi – Alagoinha – Alagoa Grande
  • PB-041: Mamanguape – Rio Tinto – Marcação – Baía da Traição
  • PB-071: Entroncamento da BR-101 – Jacaraú
  • PB-004: Bayeux – Santa Rita – Cruz do Espírito Santo – Sapé
  • PB-105: Rua Nova – Bananeiras
  • PB-133: Barra de Santa Rosa – Damião
  • PB-077: Pilões/Cuitegi
  • PB-063: Entroncamento BR-230/Gurinhém/Mulungu/Alagoinha

Essa abrangência visa assegurar a recuperação nas áreas mais críticas da malha viária.

O panorama atual é um reflexo direto do volume histórico de chuvas registrado de forma antecipada em 2026. Esse cenário climático severo ocasionou danos estruturais significativos à infraestrutura viária paraibana. Rupturas de pistas, falhas em dispositivos de drenagem, deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios foram observados, com as regiões das residências rodoviárias do DER em Itabaiana, Sapé e Solânea sofrendo os maiores impactos.

A infiltração constante de água no pavimento, agravada pelo tráfego intenso de veículos pesados, tem um efeito direto na durabilidade dos reparos emergenciais. Essa combinação eleva a ocorrência de novas falhas e exige o retorno frequente das equipes de manutenção para refazer os serviços, criando um ciclo contínuo de intervenções.

Para uma resolução definitiva desses problemas, uma mudança na estratégia de engenharia está planejada para o fim do período chuvoso. O órgão público iniciará obras de restauração estrutural de maior envergadura nos segmentos mais danificados. Esta nova abordagem visa substituir as intervenções de manutenção rotineira, como o tapa-buraco, por uma restauração completa e mais duradoura do pavimento, reforçando a segurança dos usuários das rodovias estaduais.

Francisco Araújo

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