Mudanças no Cadastro Único trazem novas exigências para famílias unipessoais e alertam contra golpes em todo o país
Entenda as novas exigências do governo para o Cadastro Único e como identificar abordagens fraudulentas que utilizam o nome da assistência social
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) estabeleceu novas diretrizes para o Cadastro Único por meio da Portaria MDS nº 1.199/2026. A medida foca especialmente nas famílias unipessoais, compostas por apenas um morador, visando reforçar a segurança das informações e reduzir fraudes na concessão de benefícios sociais, conforme detalhado pelo portal Seu Crédito Digital.
Quem é considerado família unipessoal
O termo engloba cidadãos que residem sozinhos, como idosos, trabalhadores solteiros, pessoas que vivem em imóveis alugados ou indivíduos separados que não compartilham a residência com outros familiares. Estes cidadãos seguem elegíveis ao Cadastro Único, desde que cumpram os critérios dos programas sociais.
Cronograma e obrigatoriedade da visita domiciliar
Até julho de 2027, um acordo judicial permite que beneficiários do Bolsa Família e do BPC mantenham seus cadastros atualizados sem a necessidade imediata de entrevista domiciliar. No entanto, após esse prazo, a verificação presencial passará a ser obrigatória para a manutenção dos dados nessas modalidades.
Existem situações onde a visita já é exigida atualmente, independentemente do prazo final:
- Novas inscrições de famílias unipessoais no Bolsa Família.
- Processos de averiguação cadastral.
- Suspeitas de inconsistências nas informações prestadas ao sistema.
Proteção contra golpes e procedimentos oficiais
A Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas) de Aracaju emitiu um alerta sobre o aumento de criminosos que se passam por entrevistadores do Cadastro Único. É fundamental ressaltar que o procedimento oficial é totalmente gratuito.
O entrevistador oficial deve apresentar crachá funcional, identificação do órgão responsável e, quando utilizado, uniforme ou colete institucional. Se houver dúvida, a recomendação é confirmar a veracidade da visita diretamente no CRAS ou na prefeitura local.
Durante uma visita legítima, o profissional nunca solicitará senhas bancárias, pagamentos, fotos de cartões ou reconhecimento facial. Caso ocorra qualquer pedido desse tipo, a orientação é interromper o atendimento imediatamente e registrar denúncia nos órgãos de assistência social do município.
