Polícia federal mobiliza exército de 450 agentes e R$ 95 milhões para blindar presidenciáveis de 2026, em uma operação histórica que já enfrenta polêmica e recusas inesperadas

Polícia federal mobiliza exército de 450 agentes e R$ 95 milhões para blindar presidenciáveis de 2026, em uma operação histórica que já enfrenta polêmica e recusas inesperadas

Polícia federal mobiliza 450 agentes e R$ 95 milhões para blindar presidenciáveis de 2026 com alta tecnologia, enfrentando a recusa de um candidato

A Polícia Federal (PF) deu início, a partir desta segunda (20), a uma abrangente operação nacional destinada à proteção dos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. A corporação mobilizou um efetivo de mais de 450 agentes federais, altamente treinados para oferecer esquemas de segurança personalizados. Esta estrutura tem capacidade para atender até dez presidenciáveis durante o período eleitoral, conforme informações do SBT News.

Para garantir a integridade física dos postulantes em aparições públicas e eventos de campanha, a operação da PF conta com um forte investimento em tecnologia e inteligência tática. Com um orçamento estimado em R$ 95 milhões, o aparato de segurança nacional incluirá:

  • Frotas de veículos blindados;
  • Equipamentos com tecnologia antidrone;
  • Kits avançados de vistoria antibomba.

Esquema conjunto para atual presidente e vice-presidente

Devido aos cargos que ocupam atualmente, o esquema de segurança do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do vice-presidente, Geraldo Alckmin, apresentará uma dinâmica institucional própria. A proteção de ambos será realizada em uma operação conjunta, com as responsabilidades divididas entre os agentes da Polícia Federal e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Flávio Bolsonaro recusa proteção e tece críticas à gestão da PF

Até o presente momento, o único candidato à presidência a recusar formalmente a proteção oferecida pelo Estado foi Flávio Bolsonaro (PL). Utilizando suas redes sociais, o presidenciável afirmou que abrirá mão da segurança em decorrência de divergências políticas e desconfiança na atual gestão da corporação. Bolsonaro declarou:

Não confio no atual chefe da PF. Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha.

O candidato também utilizou o comunicado para atacar o governo atual, sugerindo que o efetivo da PF dispensado de sua campanha fosse realocado para investigar supostos desvios em órgãos públicos e familiares do presidente. Em sua manifestação nas redes, o senador afirmou:

Peço que os servidores da PF que estariam à minha disposição sejam destinados, imediatamente, para a investigação do roubo dos aposentados do INSS. Se a desculpa oficial do chefe da PF para não investigar Lulinha – acusado de receber mensalinho do Careca do INSS – foi a falta de efetivo, quero dar a minha contribuição para que o dinheiro roubado no governo Lula seja devolvido aos aposentados.

Francisco Araújo

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