Mãe Denuncia Abuso em Creche de João Pessoa: Laudo Confirma Ato Libidinoso Contra Criança de 2 Anos

Mãe Denuncia Abuso em Creche de João Pessoa: Laudo Confirma Ato Libidinoso Contra Criança de 2 Anos

Mãe Relata Abuso em Creche de João Pessoa Após Filha Apresentar Ferimento Íntimo

Uma mãe em João Pessoa denunciou à Polícia Civil que sua filha de apenas dois anos foi vítima de abuso sexual. O grave incidente teria ocorrido em uma creche onde a criança estuda. A violência foi comprovada por meio de um laudo pericial, que atestou um **ato libidinoso recente** na menina.

A descoberta ocorreu durante a troca de fraldas, quando a mãe notou um ferimento na região íntima da filha. A preocupação a levou a buscar atendimento médico imediatamente. A criança foi encaminhada para o Instituto de Polícia Científica (IPC) para exames, que confirmaram a suspeita da mãe.

O caso, que veio à tona nesta terça-feira (14), está sendo rigorosamente investigado pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Infância e a Juventude. A mãe da criança e funcionários da creche já foram ouvidos pela delegada responsável, que busca identificar a autoria do crime. Conforme informações divulgadas pelo g1, a Secretaria de Educação de João Pessoa afirmou que está colaborando integralmente com a investigação e que as imagens do sistema de videomonitoramento da unidade escolar foram disponibilizadas.

Laudo do IPC Confirma Lesão e Ato Libidinoso

O laudo do Instituto de Polícia Científica (IPC), ao qual o g1 teve acesso, é conclusivo. Embora tenha descartado a possibilidade de conjunção carnal, o documento atesta que a lesão encontrada na região do hímen da criança indica a ocorrência de **outro ato libidinoso**. A perícia também destacou que a lesão apresentava características de ter sido **recente**, o que reforça a suspeita de que o abuso tenha acontecido na creche.

Imagens de Câmeras Mostram Funcionária Tirando Fotos de Crianças

Imagens de câmeras de segurança da creche, obtidas pela TV Cabo Branco, adicionam um elemento de preocupação ao caso. Os vídeos mostram uma suposta funcionária tirando fotografias de crianças, algumas delas sem roupa ou apenas de fralda. Em uma das cenas, a pessoa aparece tirando uma foto de crianças que estão dormindo de bruços, utilizando o flash do celular.

Em outro momento registrado pelas câmeras, durante o momento de vestir as crianças após o banho, a mesma ou outra suposta funcionária é vista se abaixando para fotografar uma criança que estava de costas e sem roupa. A mãe da menina relatou que deixou a filha na creche por volta das 7h30 e a buscou às 16h30, e que a criança não teve contato com outras pessoas fora do ambiente escolar durante o dia.

Secretaria de Educação Afasta Suspeita e Diz Desconhecer Procedimento

A Secretaria de Educação de João Pessoa, em nota, informou que adotou **imediatamente todas as providências administrativas cabíveis** para a apuração do caso. A pasta afirmou que está colaborando integralmente com a Polícia Civil e disponibilizou as imagens do sistema de videomonitoramento. No entanto, a Secretaria destacou que a avaliação inicial das imagens **não identificou elementos que corroborassem a ocorrência dos fatos narrados** nas dependências da unidade escolar.

A gestão da creche, segundo a delegada Adriana Guedes, informou que existe uma orientação para que as cuidadoras inspecionem o corpo das crianças durante o banho e registrem fotograficamente qualquer machucado encontrado, enviando as imagens à direção para que os pais sejam acionados. Contudo, a Secretaria de Educação declarou que **desconhece tal procedimento** e que a funcionária em questão, flagrada nas imagens, foi **afastada**.

Investigação Continua e Busca por Autoria

A delegada Adriana Guedes reiterou que as diligências continuam e que, até o momento, **não há nenhum indício de autoria identificado**. A Secretaria de Educação reforçou seu compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes e afirmou que o Município de João Pessoa segue rigorosamente os protocolos estabelecidos com o Ministério Público e a Polícia Civil para o atendimento de situações sensíveis envolvendo menores, garantindo a colaboração com as investigações.

GTavares

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