Cenário eleitoral na Paraíba esquenta com articulações de última hora: o avanço de Nabor Wanderley ameaça a estratégia de Veneziano Vital do Rêgo e aliados se reúnem em Brasília para traçar planos urgentes

Cenário eleitoral na Paraíba esquenta com articulações de última hora: o avanço de Nabor Wanderley ameaça a estratégia de Veneziano Vital do Rêgo e aliados se reúnem em Brasília para traçar planos urgentes

A escalada de Nabor Wanderley entre bases políticas aliadas força reunião de emergência em Brasília, desafiando a estratégia de Veneziano Vital do Rêgo para o Senado

A preocupação intensificou-se no staff do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) com a notável ascensão do ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), na corrida pelo segundo voto ao Senado. Nesta quarta-feira, dia 10, um encontro de urgência foi realizado em Brasília para abordar diretamente a questão. Participaram da reunião figuras políticas como o ex-senador Cássio Cunha Lima, o ex-deputado Pedro Cunha Lima e o deputado estadual André Gadelha, este último pré-candidato ao Senado na chapa de Veneziano e Cícero Lucena. A informação foi divulgada por Fabiano Gomes, no programa Paraíba Boa, da rádio 100.5 FM.

A pauta central do encontro incluía uma declaração proferida no dia anterior. O deputado estadual Tovar Correia Lima (MDB) havia manifestado que não se sentiria responsável por uma eventual derrota de Veneziano, caso optasse por votar em Nabor. A declaração do parlamentar, no dia anterior, foi uma das pautas do encontro em Brasília:

“não se sentiria culpado por uma eventual derrota de Veneziano por também votar em Nabor.”

A avaliação política predominante indica que, com o forte favoritismo de João Azevêdo (PSB) para o Senado, impulsionado por quase oito anos de gestão governamental, a verdadeira disputa concentrar-se-á na segunda vaga, a ser travada entre Veneziano e Nabor. Cássio Cunha Lima, em recente entrevista, inclusive projetou que sua votação histórica de mais de um milhão de votos, obtida em 2010, seria superada em 2026, apontando João Azevêdo como o provável detentor desse novo recorde.

Diante deste cenário, Veneziano Vital do Rêgo buscou uma estratégia defensiva, lançando André Gadelha como companheiro de chapa. O objetivo era claro: blindar sua base de aliados e evitar a migração de apoios para Nabor. Contudo, essa tática tem demonstrado pouca eficácia, conforme observações recentes.

Nesta semana, a deputada estadual Camila Toscano (MDB) e sua mãe, a prefeita de Guarabira, Léa Toscano, publicamente anunciaram seu suporte a Nabor Wanderley. Além desses movimentos, a equipe de Veneziano monitora com atenção as articulações dos prefeitos Leo Bezerra (PSB), de João Pessoa, e Bruno Cunha Lima (União Brasil), de Campina Grande.

Embora o apoio de Leo Bezerra a João Azevêdo fosse considerado mais conveniente aos interesses do senador, o prefeito da capital tem demonstrado uma aproximação significativa com Nabor. A expectativa é que Bruno Cunha Lima possa seguir um caminho semelhante, intensificando ainda mais a complexidade do tabuleiro eleitoral. A intensificação desses movimentos exige um estado de alerta constante na campanha de Veneziano Vital do Rêgo.

Francisco Araújo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *