Um ano de proteção a mulheres em Campina Grande Sala Lilás e Casa de Acolhimento celebram marco, expandindo rede de apoio contra violência
Sala Lilás e Casa de Acolhimento celebram um ano de atuação no fortalecimento da proteção a mulheres em Campina Grande
Inauguradas em 6 de junho de 2025, a Sala Lilás, no Instituto de Polícia Científica (IPC), e a Casa de Acolhimento Sílvia Mariz Fernandes, ambas em Campina Grande, completam um ano de serviços voltados ao enfrentamento da violência contra mulheres e meninas. As iniciativas, parte do programa Antes que Aconteça, idealizado pela senadora Daniella Ribeiro, oferecem assistência multidisciplinar e humanizada.
Os equipamentos visam fortalecer a rede de proteção às vítimas, proporcionando um ambiente seguro e acolhedor. Segundo dados do IPC, apenas a Sala Lilás de Campina Grande registrou 336 atendimentos, com 169 realizados em 2025 e 167 entre janeiro e maio de 2026. Estes números evidenciam a necessidade contínua de investimento em políticas públicas que promovam prevenção, apoio e dignidade.
A senadora Daniella Ribeiro destacou o papel desses espaços. “Na Sala Lilás, mulheres e crianças encontram um ambiente preparado para garantir amparo, privacidade e segurança em um dos momentos mais difíceis da vida delas. Ao proporcionar um local acolhedor para a realização dos procedimentos necessários, a Sala contribui para reduzir a revitimização e ampliar o acesso à Justiça”, frisou a senadora.
A relevância da Casa de Acolhimento Sílvia Mariz Fernandes foi igualmente ressaltada. O espaço oferece suporte a mulheres que necessitam ser afastadas de situações de risco, promovendo uma assistência mais integrada e efetiva. A diretora-geral do Instituto de Polícia Científica da Paraíba, Raquel Azevedo, reforçou o diferencial dessas unidades.
“As Salas contam com profissionais de psicologia e assistência social, além de brinquedoteca para acolher as crianças, sejam elas vítimas de violência ou acompanhantes de uma mulher que sofreu esse tipo de crime. As unidades também garantem que as pessoas atendidas não tenham contato com o agressor, caso ele seja apreendido e levado ao IPC”, explicou Azevedo. A Sala Lilás recebe mulheres e meninas encaminhadas por delegacias após o registro de ocorrência, especialmente quando há necessidade de exames periciais.
O impacto da estratégia de apoio humanizado se estende a João Pessoa, onde a primeira Sala Lilás do Brasil, instalada em março de 2025 no IPC, já soma 1.246 atendimentos, com 660 no ano passado e 586 de janeiro a maio de 2026. A expansão das Salas Lilás é um dos focos do programa Antes que Aconteça. Na Paraíba, além das unidades em Campina Grande e João Pessoa, há espaços no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e no Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT-13).
O programa avança com a previsão de novas inaugurações em Pilar, Ingá e Mari no dia 17 de junho, ampliando o alcance no Agreste paraibano. A meta é estabelecer 52 Salas Lilás em toda a Paraíba, formando uma rede integrada de acolhimento e proteção.
Criado em 2023, o programa Antes que Aconteça foi oficializado como política pública nacional com a sanção da Lei nº 15.398, publicada em 4 de maio de 2026, fortalecendo ações de prevenção e enfrentamento à violência de gênero. Na Paraíba, a iniciativa é regulada pela lei estadual nº 14.410/26.
