Advogados de policiais presos criticam exposição pública e alegam falta de acesso à investigação da Operação Perfídus
Defesa contesta exposição pública e alega impossibilidade de acesso à investigação da Operação Perfidus
O advogado Luiz Pereira, que representa o delegado Braz Morroni e outros policiais detidos na Operação Perfidus, manifestou descontentamento com o tratamento dado ao caso pela mídia. Pereira criticou o que considera um julgamento antecipado dos investigados, destacando que a repercussão antes mesmo da apresentação da defesa causa danos à imagem dos acusados.
Segundo o representante legal, a condução da operação configura um “processo de assassinato de reputação”. Ele descreveu a situação como “extremamente precipitada” e alertou para uma “criminalização quando estamos diante apenas de fumaças”.
“Esses policiais nunca mais haverão de estar em delegacias especializadas, tramitando em conjunto com informações importantes. Assassinato de reputação é um fenômeno social e político dentro de outro que a gente conhece por lawfare, que vitimou e vitima diversos agentes públicos e políticos no Brasil e no mundo.”
Pereira também relatou que a equipe de defesa ainda não teve acesso aos elementos da investigação, nem mesmo à decisão judicial que determinou as prisões. Essa ausência de documentação, conforme o advogado, dificulta o trabalho dos defensores e prejudica o exercício da ampla defesa, configurando uma estratégia institucional para “dificultarem o exercício da defesa”. As declarações foram feitas nesta terça-feira (2), durante entrevista ao programa Hora H, da Rádio POP FM e Rede Mais.
