Feira de Cordel em João Pessoa: Tradição Nordestina Ganha Vida com Música, Arte e Xilogravura no Busto de Tamandaré

Feira de Cordel em João Pessoa: Tradição Nordestina Ganha Vida com Música, Arte e Xilogravura no Busto de Tamandaré

Feira de Cordel no Busto de Tamandaré celebra a cultura nordestina com arte, música e tradição

A vibrante cultura nordestina tomou conta do Busto de Tamandaré, em João Pessoa, com o início da Feira de Cordel. O evento, que segue neste sábado (30) e retorna nos dias 5 e 6 de junho, promete encantar o público com uma programação diversificada, reunindo o melhor da arte popular da região.

Promovida pela Prefeitura de João Pessoa, por meio da Fundação Cultural (Funjope) e em parceria com o Coletivo Palmas, a feira é uma oportunidade ímpar para vivenciar a essência do Nordeste. A iniciativa visa valorizar e fortalecer as manifestações culturais locais, oferecendo um espaço de visibilidade e comercialização para artistas e artesãos.

A abertura contou com a presença de renomados cordelistas e um animado show de forró pé de serra, dando o tom festivo e acolhedor ao evento. A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com a diversidade cultural, inserindo o cordel e outros ritmos nordestinos em diversas programações da cidade.

Riqueza da Literatura de Cordel e Xilogravura em Destaque

A Feira de Cordel oferece uma rica exposição de **literatura de cordel e xilogravuras**, permitindo que os visitantes mergulhem na arte que narra histórias, lendas e a própria identidade do povo nordestino. Cordelistas como Assis Freitas e Chico Mulungu prestigiaram a abertura, compartilhando a beleza e a importância dessa tradição oral e escrita.

O diretor executivo da Funjope, Marcus Alves, destacou que a **valorização das culturas populares** é uma política permanente da prefeitura. Ele ressaltou que, há seis anos, a gestão desenvolve ações voltadas para a diversidade cultural de João Pessoa, com um olhar sensível para as manifestações populares. “Nosso foco é valorizar o artista local e fortalecer a multiplicidade cultural da nossa região”, afirmou.

O cordelista Robson Jampa enfatizou que manter viva a tradição do cordel é um **ato de resistência cultural**. Ele explicou que o cordel é genuinamente paraibano e que eventos como a feira são essenciais para fortalecer e divulgar cada vez mais essa forma de arte, que ainda enfrenta desafios em termos de espaço para comercialização e apresentação.

Música Nordestina e Artesanato Local Encantam o Público

Além da literatura, a feira é palco para o **forró pé de serra**, com apresentações de trios e grupos musicais que resgatam os clássicos da música nordestina. O trio Porta do Sol animou a noite de abertura, e neste sábado, o grupo Tamborete de Forrô, comandado por Preto Guarabira, promete emocionar o público com repertório que inclui sucessos de Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Jackson do Pandeiro.

A visitante Misterlânia Santos de Lima, costureira, ressaltou a importância da valorização da cultura regional. “A literatura de cordel é muito importante porque conta um pouco da história da gente daqui do Nordeste. É fundamental conhecer e preservar a nossa cultura”, comentou, aproveitando para adquirir cordéis sobre figuras icônicas como Lampião e Ariano Suassuna.

A feira também abre espaço para o **artesanato e a cutelaria**, elementos que compõem a identidade regional. O artesão Djalma Marques destacou que o evento valoriza aspectos que o turista busca conhecer. “O turista que chega à nossa cidade quer conhecer a cultura local, a gastronomia, o artesanato. Tudo isso está inserido no universo do cordel e representa a verdadeira cultura nordestina”, disse.

Programação Continua e Convida para Celebrar a Cultura Nordestina

A programação da Feira de Cordel segue neste sábado (30) com apresentações dos cordelistas Robson Jampa e Dalva Mendonça, além do show do Tamborete de Forrô. Os dias 5 e 6 de junho também prometem novas atrações, consolidando o evento como um importante polo de celebração da cultura nordestina em João Pessoa. A feira funciona sempre a partir das 17h, no Busto de Tamandaré.

GTavares

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