Crise administrativa no Campinense: Conselho Deliberativo afasta presidente e diretor financeiro em decisão oficializada por resolução

Crise administrativa no Campinense: Conselho Deliberativo afasta presidente e diretor financeiro em decisão oficializada por resolução

Conselho do Campinense adota medida drástica afastando dois diretores em meio a denúncias de má gestão financeira e irregularidades graves

O Conselho Deliberativo do Campinense tomou uma decisão de grande impacto ao aprovar o afastamento preventivo do presidente Flávio Gaudêncio Torreão e do diretor de Administração e Finanças, Wellington Monteiro da Silva. A medida, oficializada pela Resolução nº 001/2026, tem efeito imediato e vigorará até o dia 1º de julho, data em que uma nova sessão deliberará sobre a destituição definitiva ou o retorno dos dirigentes aos seus postos.

O afastamento cautelar foi motivado por uma série de denúncias graves, conforme detalhado no documento oficial. Entre as alegações estão atrasos salariais significativos para os funcionários, que acumulam até quatro meses sem receber, apesar da entrada de recursos provenientes de patrocínios e da Timemania. Há também apontamentos sobre a falta de prestação de contas e suspeitas de irregularidades financeiras que colocam em risco a instituição.

A resolução cita ainda uma dívida considerável com o escritório Cravo & Chaficks Advogados Associados, estimada em R$ 250 mil. Além disso, há acusações de omissão de informações financeiras cruciais ao Conselho Deliberativo. Relatórios detalhados sobre receitas, despesas e movimentações financeiras, compreendendo o período de setembro de 2025 a abril de 2026, não teriam sido apresentados dentro dos prazos estipulados, o que agrava a situação de transparência.

Outro ponto de preocupação levantado pelo Conselho envolve o patrimônio do clube. Existem suspeitas sobre a retirada indevida de uma máquina de gelo pertencente à instituição. Adicionalmente, há relatos sobre o suposto desaparecimento de materiais esportivos e bolas oficiais, que foram fornecidas pela Federação Paraibana de Futebol, levantando questões sobre o controle e a guarda dos bens do Campinense.

Com a decisão de afastamento, o vice-presidente do clube assumirá interinamente a presidência da Raposa durante o período de apuração. Os dirigentes afastados terão a oportunidade de apresentar suas defesas formais. Um relator foi designado para conduzir a coleta de provas e elaborar um relatório final, que será submetido à análise do colegiado em julho. A atual crise nos bastidores intensifica a pressão política e administrativa sobre o Campinense, que se encontra em um momento delicado de reorganização institucional diante das dificuldades financeiras e dos desdobramentos internos na diretoria.

Francisco Araújo

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