Vereador desafia colegas a investigar crime organizado e outras CPIs em vez de focar apenas na Cagepa
Vereador Milanez Neto rebate críticas e exige CPIs mais abrangentes na Câmara Municipal de João Pessoa, citando crime organizado e outras frentes
O vereador Milanez Neto, durante sessão na Câmara Municipal de João Pessoa nesta terça-feira (19), defendeu a Parceria Público-Privada (PPP) firmada pela Cagepa para obras de saneamento básico em mais de 85 municípios paraibanos. Ele criticou a proposição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o contrato, rebatendo argumentos de que haveria uma suposta privatização da companhia.
Em tom crítico, Milanez Neto questionou a seletividade na abertura de comissões investigativas por parte de alguns parlamentares. Ele argumentou que outros temas de grande relevância pública também deveriam ser objeto de apuração detalhada pela casa legislativa.
“Eu queria ver os mesmos que querem a CPI da Cagepa, ter a coragem de fazer a CPI do crime organizado, fazer a CPI da EMLUR, fazer as CPIs da Inovatec. As pessoas irão conhecer essa verdade. Se não irão conhecer pela CPI, não tenho dúvida que irão conhecer pela Justiça, irão conhecer pelo Tribunal de Contas, irão conhecer pelo Ministério Público”, declarou o vereador.
O parlamentar defendeu enfaticamente o modelo adotado na parceria entre a Cagepa e a iniciativa privada, negando categoricamente que o acordo configure uma privatização da companhia de águas e esgoto. Ele ressaltou a transparência do processo.
“É difícil você desqualificar algo feito na bolsa de valores do nosso país não tem transparência maior não consegue dizer que é uma venda. Venda foi a Saelpa aonde a Energisa comprou e a proprietária não existe venda quando a Cagepa continua gerindo recurso da própria Cagepa e pagando a empresa pelo que é executada”, explicou Milanez Neto.
A declaração do vereador, registrada em vídeo, levanta o debate sobre a amplitude e o foco das investigações conduzidas pela Câmara Municipal, sugerindo que temas como o crime organizado, a gestão da EMLUR e contratos da Inovatec mereceriam atenção semelhante ou maior do que a PPP da Cagepa.
