Tragédia, negligência e série de ações judiciais: construtora de luxo que prometeu revolucionar o mercado imobiliário em Natal enfrenta avalanche de problemas e denúncias graves na Paraíba

Tragédia, negligência e série de ações judiciais: construtora de luxo que prometeu revolucionar o mercado imobiliário em Natal enfrenta avalanche de problemas e denúncias graves na Paraíba

Construtora que prometeu alto padrão em Natal acumula histórico de graves acidentes, falhas estruturais e litígios judiciais na Paraíba

Uma mulher de 36 anos ficou paraplégica após a queda de um elevador em um condomínio edificado pelo Grupo SETAI GP, na Paraíba. Este incidente marca o ponto mais crítico de uma série de problemas enfrentados pela construtora, que, apesar de ter chegado a Natal no fim de 2025 com a proposta de redefinir o mercado de alto luxo potiguar, acumula um vasto histórico de queixas e ações na Justiça em João Pessoa, segundo o Blog do BG.

As redes sociais se tornaram um espelho das dificuldades vivenciadas pelos clientes do Grupo SETAI GP. Além do acidente que resultou na paraplegia da moradora holandesa de 36 anos, ocorrido no condomínio residencial Reserve Altiplano 1, outros relatos chocam pela gravidade. Um bombeiro civil, que atuou em um empreendimento do grupo, narrou um episódio em que um elevador despencou com quatro pessoas a bordo, incluindo uma gestante. Ele enfatizou que, “Graças a Deus não aconteceu nada grave” naquele momento. Uma residente do mesmo condomínio revelou ter ficado presa em um elevador antes mesmo dos incidentes mais graves.

“Precisou acontecer uma tragédia para que tivesse visibilidade o descaso que essa construtora está fazendo com seus clientes”

A preocupação com a segurança é tamanha que muitos moradores evitam os elevadores. “Subo mil escadas, mas não confio nesse troço”, comentou uma internauta, evidenciando a desconfiança generalizada. As reclamações são diversas e recorrentes, abrangendo:

  • Panes frequentes em elevadores
  • Travamentos inesperados
  • Infiltrações em unidades
  • Falhas estruturais nas construções
  • Suposta ausência de soluções definitivas para os problemas

Diversas “ações judiciais” estão em andamento contra a empresa. Há registros processuais também vinculados à GGP Construções e Incorporações Ltda., uma empresa ligada ao Grupo SETAI. Estes processos envolvem empreendimentos como o Setai Aquamaris e o Setai Edition, e tramitam no Tribunal de Justiça da Paraíba. As disputas judiciais versam sobre:

  • Obrigações contratuais não cumpridas
  • Responsabilidade civil da construtora
  • Questões condominiais pendentes
  • Necessidade de reparos estruturais
  • Pedidos de indenizações por danos

A posição da construtora e as contestações dos clientes

Em manifestações anteriores, a defesa do Grupo SETAI GP argumentou que a responsabilidade pela manutenção dos elevadores é transferida para o condomínio após a entrega do empreendimento. Em relação ao acidente que deixou uma mulher paraplégica, o advogado Rinaldo Mouzalas, que representa o grupo, declarou que “as causas do acidente não podem ser definidas por vídeos, manchetes ou versões precipitadas. Elas precisam ser apuradas tecnicamente, com análise completa do histórico dos equipamentos”. O advogado sugeriu ainda que a culpa poderia recair sobre a administração condominial.

Contrariando a defesa da construtora, os próprios moradores asseveram que os equipamentos já apresentavam “sinais claros de precariedade há anos”. O acidente que vitimou a moradora ocorreu em um contexto já conhecido de litígios judiciais relacionados a empreendimentos entregues com falhas estruturais e outros problemas. Adicionalmente, já existe uma decisão judicial determinando o reparo dos elevadores no condomínio Reserve Altiplano 1, com alertas explícitos sobre o risco de novas quedas livres ou esmagamentos, que colocam em perigo a vida dos ocupantes.

Até o momento, o grupo SETAI não apresentou “esclarecimentos específicos” sobre as demais reclamações amplamente divulgadas e discutidas nas plataformas digitais, mantendo um cenário de incerteza e insatisfação entre seus clientes na Paraíba.

Francisco Araújo

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