Salários de engenheiros em concurso de CG podem mudar após ação na Justiça.
Concurso em Campina Grande: Entenda o que pode mudar nos salários
Uma notícia importante para quem sonha com uma vaga pública em Campina Grande. O concurso de número 01/2026 da prefeitura está sob análise da Justiça, e os salários previstos para diversos cargos de engenharia podem ser significativamente alterados. Entidades da área, como o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB) e o Sindicato dos Engenheiros da Paraíba (Senge-PB), acionaram a Justiça exigindo que os valores pagos aos profissionais sigam o piso salarial federal, o que pode impactar diretamente futuros servidores.
A controvérsia gira em torno do edital do concurso, que apresenta remunerações para engenheiros de segurança do trabalho, engenheiros civis e engenheiros eletricistas consideradas abaixo do que determina a legislação nacional. As entidades defendem que o poder público deve respeitar o piso profissional, buscando valorizar a categoria e garantir direitos.
Quais cargos e salários estão sendo questionados?
- Engenheiro de Segurança do Trabalho: remuneração de R$ 1.677 para 40 horas semanais.
- Engenheiro Civil: remuneração de R$ 5.523,82.
- Engenheiro Eletricista: remuneração de R$ 5.523,82.
As entidades argumentam que esses valores desrespeitam a Lei Federal nº 4.950-A/66, que estabelece o piso salarial para os profissionais da área tecnológica. O objetivo é assegurar que os aprovados recebam um salário justo e condizente com suas responsabilidades.
O que fazer se você é candidato?
Se você é candidato a um desses cargos no concurso de Campina Grande, é fundamental acompanhar de perto os desdobramentos. A ação judicial e o pedido de impugnação administrativa foram protocolados para garantir que os direitos dos profissionais sejam respeitados.
Mantenha-se informado através dos canais oficiais da Prefeitura de Campina Grande e das entidades de classe, como o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB) e o Sindicato dos Engenheiros da Paraíba (Senge-PB). Quaisquer alterações no edital ou nos valores dos salários serão divulgadas por esses meios.
A iniciativa das entidades, que inclui o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba e o Sindicato dos Engenheiros da Paraíba, visa proteger uma vasta gama de profissionais das engenharias, agronomia e geociências. A presidente em exercício do Crea-PB, Cândida Régis, destacou que o respeito ao piso salarial é crucial para a valorização da engenharia e para a segurança da população, enfatizando a importância técnica desses profissionais no desenvolvimento urbano.
“Defender o piso salarial profissional é defender a valorização da engenharia e o respeito aos profissionais que possuem responsabilidades técnicas fundamentais para o desenvolvimento das cidades e para a segurança da população”, declarou Cândida Régis, presidente em exercício do Crea-PB.
A união das representações, conforme a presidente do Senge-PB, Giucélia Figueiredo, reforça o compromisso com o exercício legal da profissão e com as garantias previstas na legislação federal.
A disputa judicial em torno dos salários no concurso de Campina Grande mostra o engajamento das entidades de classe na defesa dos direitos dos trabalhadores. Candidatos devem ficar atentos: os valores inicialmente propostos podem não ser os finais, e a decisão da Justiça trará um novo cenário para os futuros engenheiros da prefeitura.
